Movimento limitado se trata com movimento, seja ele, passivo, ativo ou assistido

Mobilidade (Parte I)


A partir do momento em que os estudos científicos evidenciaram que os músculos do CORE são imprescindíveis na estabilização da coluna e da pelve, os exercícios para fortalecer essa região inundou as academias com intermináveis sessões de estabilização, e a utilização das pranchas foi estratégia preferida entre os profissionais, se tornando uma obsessão desde então.

A PERGUNTA É:
Se o ser humano se movimenta, como um simples fortalecimento estático pode gerar estabilidade durante o movimento?

Exercitar-se utilizando técnicas de pranchas fortalecem a musculatura do CORE, mas não desenvolvem estabilidade dinâmica, ou seja, é impossível desenvolver um movimento estável e coordenado através de um exercício estático!
Isso não significa que as pranchas não devem ser mais feitas, mas o objetivo para a escolha dessa modalidade de exercício tem que ser claro.

Outra questão importante é a utilização de exercícios para estabilização e equilíbrio através de superfícies instáveis como discos proprioceptivos, bolas e cama elástica. Se o aluno não apresenta bom equilíbrio em uma superfície estável, porque colocá-lo em maior desequilíbrio? Certamente esse desafio não vai melhorar seu equilíbrio; provavelmente ele estará utilizando músculos desnecessários para manutenção de uma postura baseada em compensações e desequilíbrios.

Padrões de movimentos inadequados como agachamentos sem amplitude, flexões de braço sem eficiência e avanços descoordenados e sem controle, ocorrem principalmente pela falta de mobilidade!
A restrição dos movimentos gera padrões compensatórios, os quais sobrecarregam estruturas afastadas do local onde o movimento deveria ocorrer.
Adivinhe quais são as articulações mais acometidas? Coluna lombar, joelhos, cervical e ombros! Você já teve algum problema nessas articulações? Junte-se a mim! É mundialmente reconhecido que essas articulações são as que apresentam o maior índice de lesões.

Se a sobrecarga está sobre essas articulações acima citadas, quem não está realizando seu papel? Tornozelo, quadril, coluna dorsal e cervical alta.
Isso significa que é realmente necessário realizarmos uma avaliação funcional em nossos clientes para determinar o diagnóstico funcional, para então traçarmos uma estratégia de correção dessas restrições, compensações e desequilíbrios.
Sem movimento não há propriocepção, equilíbrio, controle motor e os padrões de movimento são inadequados.
Então, fica aqui a primeira dica: Nunca trate um problema de mobilidade através de exercícios de estabilidade. Movimento limitado se trata com movimento, seja ele, passivo, ativo ou assistido.

Mas essa é uma conversa que fica para o próximo artigo Mobilidade II, onde abordaremos questões e estratégias relacionadas à avaliação e correção do movimento.

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Até breve!